sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Abajur Ligado, Poema iluminado



Noite fria de agosto, nem mesmo o chá quente pode me esquentar, apenas tua presença, o teu sorriso bobo nos lábios. O que resta, é apenas uma foto para lembrar, aquela que está no mural que dediquei a ti. O canto que te dediquei, onde lá, você pode estar. E estará.

Nossos corpos são como pedra e madeira, riscando e caindo faísca no papel para o fogo ser criado. O nosso fogo. O mesmo que nos faz esquentar todas as noites. O mesmo fogo que deixa fumaça indicando o momento da união. O nosso incêndio, iluminando mais que o abajur do quarto, o mesmo abajur que ilumina as letras do meu poema, aquele poema que fiz pra te conquistar. Os que sempre faço, para que nosso amor não se vá.



Teus olhos e tua voz entram em sintonia ao me ver. O amor está vivo em seu rosto, nos teus gestos. Eu os percebo. Me encanto junto. Percebo também que sou completamente teu, e você minha. Sou o puro clichê, mas são palavras sinceras de um homem cujo coração te entregou. Continuo clichê, muitas vezes brega, não me culpe, é a falta de leitura das melhores poesias, era egoísta, gostava apenas dos de minha autoria. Continuo egoísta ao te querer somente ao meu lado, para ler os poemas que escrevi pensando em ti.

Desculpe-me, moça, pelas palavras batidas, e novamente pelos clichês. Estou na moda antiga, onde o fogo se faz um belo verso. Mas isso é certo, tu és o fogo, a luz a iluminar todo e qualquer caminho que tenho a traçar, eu não me sinto mais perdido, é como meu GPS, só que, nesse GPS eu seguro nas mãos e vou andando. Nunca me perco, pois sei onde posso me encontrar.  És minha primeira e única escolha a cada momento, e estou aqui a escrever para poder te conquistar, para que não se vá, e se ir, espero que pretenda me levar.







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